"Quando se vê algo do qual participamos da gênese caminhando com seus próprios pés, é impossível conter a cachoeira dos olhos." (Lusi Farias)
Dedicado à minha querida quadrilha junina "Juventude Nordestina" e inspirado nas palavras poéticas do meu amigo Deivide Eduardo.
domingo, 20 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Eterno brincar...
Provamos da misericórdia de DEUS
todos os dias... ao respirar, ao abrir os olhos. Se tivéssemos só o que
merecemos, estaríamos perdidos. Como entender um amor assim? ... sem paredes,
sem preconceitos, sem regras, sem doutrinas, sem leis...é difícil de entender! Um
AMOR assim parece um mistério indecifrável que nós humanos não conseguimos
entender. Já tive alguns momentos ceticistas, mas os sentimentos e
acontecimentos inexplicáveis me explicaram, me mostraram... e hoje esses
mistérios não me fazem desacreditar, mas sim me fascinar. Me fazem ver que o
mundo não gira ao meu redor, nem sempre na direção que eu quero, mas na direção
que é preciso que ele gire. E que não devo fazer coisas esperando algo, mas
simplesmente fazer coisas... e esperar... Minha certeza brotou da incerteza, e
minha lucidez, da loucura. Minha razão nasceu das consequências de momentos ou
atos passionais e o meu certo deixou de ser absoluto, assim também como
o meu errado. E com a idade, vendo que o meu avesso se tornava mais
importante do que o meu rótulo, tentei cuidar melhor dele, para que as pessoas
vissem de fato o que não conseguem enxergar e deixassem de enxergar o que podem,
de fato, ver. E assim são feitos os mistérios... indecifráveis no início, mas
auto-explicativos no decorrer da vida, nunca fáceis de desvendar, às vezes
intrigantes e quase sempre contraditórios. Desmistificam nossas certezas, questionam nossos pré-conceitos e, por
vezes, quebram a nossa cara...Desacreditamos por não conhecermos o princípio científico ou conceitual de algo, mas a própria ciência e o próprio conceito são variáveis inventadas. Tendemos a acreditar apenas no que é lógico, mas esquecemos que a lógica também foi inventada... e o mistério NÃO!
Agora questiono mais sentenças
negativas do que positivas... mas não me frustro quando minha resposta vem sem
iniciar com a palavra PORQUE... em casos assim, sem explicação, procuro
desfrutar do mistério que elas me proporcionam para refletir, e mesmo que não me
tragam sua própria explicação, me permitem, sem querer, a explicação de várias
outras coisas pras quais eu já julgava ter respostas. E geralmente é assim que
acontece.
Por quê?
Sei lá... talvez por isso
chame-se MISTÉRIO...
(Lusi Farias)
terça-feira, 20 de março de 2012
Sem Rumo
Depois de uma experiência de 3 dias, certas coisas se tornam bem mais claras. É como se uma luz se acendesse numa sala escura, revelando coisas que você já deveria saber que estão lá, mais algumas coisas novas que, de fato, você não teria como imaginar que existiriam. Por isso é importante se jogar sem reservas em certos momentos da vida. Mesmo que você julgue passar por momentos ou situações previsíveis, há sempre algo novo para acrescentar às páginas do seu livro. Mesmo que talvez sejam episódios que você deva escrever com tinta vermelha, mesmo que dê vontade de passar um corretivo depois, mas nada acontece por acaso, cada experiência vivenciada irá exercer um papel fundamental em suas escolhas lá na frente. Por isso arrisque, lance-se, busque, saia, VIVA! Onde existe vida, nenhum lugar é tão claro que nunca tenha experimentado a escuridão, nem há breu que nunca tenha contido um raio de luz, nem que fosse só por instantes. Talvez por isso a imperfeição seja tão fantástica, tão instigável, tão provocativa: sempre faltará algo, algo que precisa ser buscado a cada dia, a cada minuto. Talvez não fôssemos amados tanto se fôssemos perfeitos. Não seríamos tão apaixonantes, tão surpreendentes, tão ESPECIAIS! Se nossas diferenças se limitassem a um número de série, ai da vida!!! Esta seria vazia de graça e de sentidos. Por isso assim somos, por isso a necessidade de nos conhecermos, assim fica mais fácil de conhecer o outro. Parece ser cruel dizer isso, mas quem não se conhece chega a ser desrespeitoso consigo mesmo e, quando isso parte pra fora, não é diferente.
Em apenas três dias foi possível compreender o valor de uma partida. Uma tomada de rumo para águas estranhas, desconhecidas, deixando para trás águas límpidas que, ao contrário do curso de um rio, não passavam, estavam sempre ali, inertes a lhe aquecerem. Agora águas frias virão, águas geladas, mas que a esperança encomenda que se tornem confortáveis e agradáveis, tal qual as primeiras.
“Eu aprendi com a dor, nada mais é o amor que o encontro das águas.” (Jorge Aragão)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A FOMT social
Hoje percebi algo... sobre as redes sociais... dentre todas as suas utilidades, para a maioria de seus usuários, servem primeiramente para preencherem algum vazio, seja ele provocado pelo tédio de não fazer nada, seja para expor pras pessoas uma realidade “ligeiramente” diferente da sua vida, ou para ficarem a par de realidades alheias. Dificilmente são utilizadas para manterem contatos com pessoas ou parentes que moram longe, mas sim para com aqueles que nós podemos caminhar até a casa para termos uma boa conversa. Dificilmente “logamos” para nos atualizar de acontecimentos importantes no mundo, mas sim para sabermos se Luíza já voltou ou não do Canadá, ou para querermos parecer interessantes ao criticar quem posta esse tipo de coisa e nos sentir “Os Cultos” por não curtirmos isso.
Uma coisa merece ser sabida por quem utiliza quaisquer umas dessas mídias: o termo REDE SOCIAL já indica que todo tipo de assunto pode ser exposto, qualquer manifestação. O fato é que muitos a utilizam para ESCANCARAR ou ESFREGAR um ponto de vista na cara da “sociedade hipócrita” esquecendo-se que também pertence a essa sociedade e aí, consequentemente, presencia-se preconceitos e mais preconceitos nos posts ou comentários. Para os que o uso é cotidiano, é algo condicionado ligar o computador e automaticamente entrar na rede, mas é fundamental saber se expor, bem como expor o outro, esteja ele próximo ou distante, amigo ou uma celebridade que só conhecemos pela TV. Não preciso nem mencionar os perigos que estão envolvidos na falta da precaução na disponibilidade de informações pessoais, pois a mídia já anda cheia de exemplos, ainda mais pelo fato de crianças, com cada vez menos idade, terem acesso à mídia social.
Em resumo, acredito que para cada pessoa o uso das redes sociais é feito para várias finalidades, segundo seu estado de espírito. Hoje pode ser para o entretenimento, amanhã para a comunicação, de fato, depois de amanhã por falta do que fazer e próxima semana pelo impulso mesmo. O fato é que não se deve trocar a comunicação oral, presencial pela digital, nem o olho no olho por um emoticon. Não devemos desprezar nossa capacidade de nos expressar para as pessoas limitando-a apenas ao uso do teclado de um computador.
As redes sociais são muito importantes em diversos aspectos, mas os contatos proporcionados por uma boa conversa tendem a aproximar mais verdadeiramente as pessoas.
sábado, 21 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“Os rasos que me perdoem, mas conteúdo é fundamental”
Não quero aqui tratar da afirmação trivial de que: a beleza interior deve prevalecer sobre a exterior. Isso todo mundo sabe e há também os que fingem saber. Cabe a nós, então, refletir sobre até que ponto beleza e conteúdo se dissociam, ou não.
É claro que a embalagem é o cartão de visitas, mas o cartão de permanência caracteriza-se por quão a pessoa se mostra espirituosa, auto-confiante e inteligente. Mas, mesmo assim, a necessidade que temos de que o outro nos enxergue da melhor forma que podemos nos apresentar, esteticamente falando, mostra, mesmo que inconscientemente, o quanto nos sentimos vazios por dentro, com certo espaço a preencher, num lugarzinho bem particular, chamado EGO. O fato é que quem dispõe de muito em seu interior precisa de pouco por fora, ou seja, quem se preocupa demasiadamente em evidenciar sua beleza exterior, já deixa claro que não possui um mérito maior. O mundo atual tendencia ser cada vez mais narcisista, assim, atribuindo um valor exacerbado á própria figura o amor-próprio se transforma no “amor-impróprio”. Não é à toa que o Brasil é campeão em cirurgias plásticas na busca do corpo perfeito, uma vez que a falta de amor por si mesmo tende a aprisionar no desejo de ser igual ao outro, subjetivando-se e alienando-se nele.
Não raramente encontramos pessoas que, apesar de não se apresentarem dentro dos padrões exigidos para serem considerados belos, mostram um entusiasmo pela vida, uma inteligência intelectual, uma segurança em relação à sua aparência e uma auto-estima invejada por muitos(as) modelos. E exatamente por isso, essas pessoas se tornam bonitas à nossa ótica.
A prova de que a verdadeira beleza deve habitar dentro de cada um(a) é o fato de que as coisas serão belas para nós apenas quando nosso espírito estiver apto a contemplá-las.
O importante é saber que à medida que cuidamos da nossa casca, efêmera carcaça, devemos zelar também pela beleza eterna, aquela que vai permanecer fazendo com que se apaixonem por nós mesmo na presença de cabelos brancos, que nos confiram o encantamento mesmo quando a quantidade de colágeno for escassa. A beleza que os nossos olhos não conseguem enxergar.
Ser belo não é sinônimo de falta de inteligência, mas beleza não garante conteúdo. Algumas vezes fico imaginando como seríamos se o tempo que gastamos cuidando de nossa aparência externa fosse empregado no aprimoramento interno de nossas capacidades, virtudes e intelecto.
Não obstante, evidenciamos que a imagem de pessoas com um copo na mão em uma balada é muito mais atrativa que lendo um livro, um jornal. É como se, aos nossos olhos, esta última imagem fosse em preto e branco, ao passo que a primeira fosse colorida, mais convidativa para ser reproduzida em nossas vidas. Isto, de fato, caracteriza o desejo da maior parte da mídia, dos políticos, enfim, da elite, que prefere que sejamos rasos, passivos no que diz respeito à escolhas, à crítica, mas ativos em relação ao consumo exagerado para nos tornar Barbies e Brad Pitt’s nessa nossa mundial “fase do espelho”.
São por essas e outras verdades que peço espaço para o grande Vinícius de Moraes para dizer:












