segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


“Os rasos que me perdoem, mas conteúdo é fundamental”


Não quero aqui tratar da afirmação trivial de que: a beleza interior deve prevalecer sobre a exterior. Isso todo mundo sabe e há também os que fingem saber. Cabe a nós, então, refletir sobre até que ponto beleza e conteúdo se dissociam, ou não.
 É claro que a embalagem é o cartão de visitas, mas o cartão de permanência caracteriza-se por quão a pessoa se mostra espirituosa, auto-confiante e inteligente. Mas, mesmo assim, a necessidade que temos de que o outro nos enxergue da melhor forma que podemos nos apresentar, esteticamente falando, mostra, mesmo que inconscientemente, o quanto nos sentimos vazios por dentro, com certo espaço a preencher, num lugarzinho bem particular, chamado EGO. O fato é que quem dispõe de muito em seu interior precisa de pouco por fora, ou seja, quem se preocupa demasiadamente em evidenciar sua beleza exterior, já deixa claro que não possui um mérito maior. 
O mundo atual tendencia ser cada vez mais narcisista, assim, atribuindo um valor exacerbado á própria figura o amor-próprio se transforma no “amor-impróprio”. Não é à toa que o Brasil é campeão em cirurgias plásticas na busca do corpo perfeito, uma vez que a falta de amor por si mesmo tende a aprisionar no desejo de ser igual ao outro, subjetivando-se e alienando-se nele.
Não raramente encontramos pessoas que, apesar de não se apresentarem dentro dos padrões exigidos para serem considerados belos, mostram um entusiasmo pela vida, uma inteligência intelectual, uma segurança em relação à sua aparência e uma auto-estima invejada por muitos(as) modelos. E exatamente por isso, essas pessoas se tornam bonitas à nossa ótica. 

A prova de que a verdadeira beleza deve habitar dentro de cada um(a) é o fato de que as coisas serão belas para nós apenas quando nosso espírito estiver apto a contemplá-las.
O importante é saber que à medida que cuidamos da nossa casca, efêmera carcaça, devemos zelar também pela beleza eterna, aquela que vai permanecer fazendo com que se apaixonem por nós mesmo na presença de cabelos brancos, que nos confiram o encantamento mesmo quando a quantidade de colágeno for escassa. A beleza que os nossos olhos não conseguem enxergar.

Ser belo não é sinônimo de falta de inteligência, mas beleza não garante conteúdo. Algumas vezes fico imaginando como seríamos se o tempo que gastamos cuidando de nossa aparência externa fosse empregado no aprimoramento interno de nossas capacidades, virtudes e intelecto.  
Não obstante, evidenciamos que a imagem de pessoas com um copo na mão em uma balada é muito mais atrativa que lendo um livro, um jornal. É como se, aos nossos olhos, esta última imagem fosse em preto e branco, ao passo que a primeira fosse colorida, mais convidativa para ser reproduzida em nossas vidas. Isto, de fato, caracteriza o desejo da maior parte da mídia, dos políticos, enfim, da elite, que prefere que sejamos rasos, passivos no que diz respeito à escolhas, à crítica, mas ativos em relação ao consumo exagerado para nos tornar Barbies e Brad Pitt’s nessa nossa mundial “fase do espelho”.
São por essas e outras verdades que peço espaço para o grande Vinícius de Moraes para dizer:
“Os rasos que me desculpem, mas conteúdo e fundamental.”

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


Os sentidos da vida

Teria a vida um sentido? E se tiver, será um só? Algumas das mais belas canções respondem ou tentam responder tais questionamentos. O fato é que, de fato, vive mais feliz quem atribui à sua vida uma gama de sentidos que giram em torno de um principal. Porém, infelizmente, o que vez ou outra presenciamos nesse mundo instantâneo, são atrocidades acontecendo pelo fato das pessoas perderem o sentido de sua vida, ou pensarem tê-lo perdido. Deve-se ter cuidado, ao definir sobre quem, ou no que, está o sentido da vida e isto definirá se ao perdê-lo você irá cair ou não, se vai ou não valer à pena ter caído e o mais importante: se esta queda será temporária ou permanente.

"E é só AMAR, AMAR, cada um por cada um. É este o sentido." (Catedral - O sentido)

Mas tratando esse assunto sensorial como aprendemos na escola, com uma pitada de comicidade, quais seriam os 5 sentidos da vida?
Visão: Na maioria das vezes, os olhos são a porta de entrada para o superficial, para o supérfluo das aparências, mas não obstante revelam-se verdadeiros espelhos, principalmente espelhos de almas;

Audição: caracteriza-se por ser a primeira etapa do processo de disseminação de intrigas, fofocas, complôs, mas também por ser o sentido pelo qual captamos uma expressão de linguagem divida, a música.

Olfato: a superioridade de um "nariz empinado" mostra-se como principal inimigo da humildade sendo, por vezes, também a responsável pela inferioridade de seres humanos, o orgulho de uns gerando a falta de amor-próprio de outros, mas é também por este sentido que as lembranças se tornam palpáveis, presentes, através dos cheiros, sejam eles da comida da mãe, das flores, dos perfumes ou de fragrâncias recordantes.

Paladar: através de seu órgão responsável, quantas e quantas vezes perdemos pessoas queridas, num momento de ira em que um freio seria muito bem-vindo. Mas através dele também criamos oportunidades, nos fazemos conhecer ao outro pelo que somos e sabemos.

Tato: por este, atos horrendo são cometidos contra a vida humana, mas por outro lado, o "estrago" que um abraço faz... tem a capacidade de curar, confortar uma alma, de mostrar toda uma reciprocidade que não pode ser expressa em simples palavras. Porém,

Há um sentir que vai além do tátil... que se encaminha para áreas mais profundas do corpo humano, para um outro órgão não citado no meu livro sobre esse assunto...


...É, talvez a vida tenha um sexto sentido...
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011


O que não nos mata deve nos fortalecer!


Nós sempre temos alguém em quem depositamos uma confiança exacerbada (geralmente alguém que acreditamos digno(a) de ser seguido(a)), talvez por desejarmos que o outro possua as qualidades, fortalezas e virtudes que nos faltam. Constantemente idealizamos o outro, involuntariamente distorcemos um pouco a realidade e isso parece ser inerente ao ser humano, mesmo que ele não seja tão sonhador. Esquecemos, mesmo que subconscientemente, que o outro também é HUMANO. 

Outra causa de decepção é não se dar conta que o outro, assim como nós, também não permanecerá sendo (e se comportando) a mesma pessoa com o passar do tempo.



Enfim, como podemos perceber, as decepções são naturais e necessárias para o nosso crescimento como pessoa!!!


Algumas limitações alheias se apresentam para nós mais intensamente, outras menos intensamente, o que vai diferenciar se sofreremos decepções por causa delas é se depositamos, de fato, uma confiança exacerbada no outro.
“Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.” (A.D.)

Elas podem deixar seqüelas, ou não, dependo do modo de como e quando a encaramos. E quando falo “QUANDO a encaramos” me refiro ao tempo pós-decepção necessário para que possamos “digerir” os fatos ocorridos, bem como o momento da vida em que me encontro enfrentando a decepção, o grau de maturidade que possuo neste momento.


Todos temos defeitos, fragilidades e limitações e são essas imperfeições que nos tornam distintos uns dos outros.

Muitas vezes elas geram raiva, ódio, rancor. Mas como sempre digo, o ódio não é o oposto do Amor e sim a indiferença. O ódio é só o Amor inflamado, decepcionado, magoado. Você ainda continua nutrindo um sentimento forte pelo outro, só que agora tornou-se um sentimento frustrado. 
E quando a frustração é com a vida então... é como se você não soubesse o que a vida quer de você ou o que você pode dar a ela, não obstante ela começa a perder o sentido...


Decepções não devem ensinar a matar, e sim a viver!
Mas o pior é quando me decepciono comigo mesmo. Quando recuso a aceitar quem eu sou e como sou e passo a assumir uma postura atípica de toda a bagagem de valor que me foi conferida no seio familiar, na história de vida, nas situações alegres e difíceis que passei e que são responsáveis pela pessoa que  me tornei, mas que em determinado momento abri mão de ser.
É preciso gostar das pessoas como elas são, de fato, e não como você gostaria que elas fossem. Afinal, quantas vezes você já deve ter decepcionado alguém sem nem ter se dado conta. Valorize as virtudes do outro e, quando as decepções forem inevitáveis com determinadas pessoas, analise se a boa índole, o bom caráter deste(a) deve ou não se sobrepor à elas.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011


Onde DEUS cabe?




Muito se tem afirmado ou negado sobre o ser Criador e regente do mundo, do Universo, do infinito. A onipotência, onisciência e onipresença são características suas, conhecidas por muitos, e é esta última que quero abordar aqui pois, pra mim, existe alguns lugares em que ELE se manifesta mais do que em outros. O pensamento a seguir partiu de uma experiência meio traumática, onde pude observar que DEUS não cabia, diferente do que muitos pensam, em certas situações, coisas ou ocasiões, como é pregado por aí. Portanto, aqui vai uma reflexão à parte de qualquer religião, uma reflexão minha sobre onde DEUS com toda a sua grandeza pode caber.








Lugares em que DEUS cabe:


DEUS cabe numa cachoeira, numa flor (até mesmo nas mais pequenas). DEUS cabe no sorriso de uma criança, num prato de comida, na figura dos meus pais, nas brincadeiras mais puras, 
como a de descobrir desenhos em nuvens. DEUS cabe no colo da minha mãe, na enxada 
do meu pai. DEUS cabe nas cordas de um violão. ELE também cabe num olhar de um(a) amigo(a) num momento de aflição, desespero ou dor e, por fim, ele cabe no interior da minha casa.



Por outro lado, devo dizer que ELE NÃO cabe em promessas, nem nas orações complexas, mas só naquelas mais simples em que meu coração fala mais alto do que minha boca. DEUS não cabe em rituais, na razão ou na lógica, mas cabe na velha árvore em que eu e meus amigos brincávamos (e um deles quebrou o braço) e que até hoje está lá para trazer-me essa lembrança. Deus não cabe em cima do muro, mas cabe no quintal e no velho moedor de milho da minha vó, no chapéu e no material de barbear do meu avô.
DEUS está em todas essas coisas, pois elas me inspiram e provocam uma enorme vontade de amar as pessoas, como se não houvesse mais chance de fazê-lo.  





Levando em consideração a teoria dos multiuniversos, podemos concluir que DEUS, na sua imensidão e divindade infinitas, apesar de não caber no universo, coube no ventre de uma mulher.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Seja o que for, seja original


Apesar do título do post, este não é um comercial do Guaraná Antarctica, mas sim um desabafo sobre certas situações ou pessoas que tentam nos moldar a um estilo de vida diferente em maiores ou menores proporções. A INDIVIDUALIDADE difere do EGOÍSMO, uma vez que consiste na manifestação de seus gostos, afinidades, estilo e personalidade próprios. É claro que certos aspectos de nossa vida são uma releitura de coisas já vivenciadas: nosso estilo de se vestir, por exemplo. Nós somos influenciados por tudo que vemos, ouvimos, presenciamos e vivenciamos, aliás, nossa autenticidade e originalidade são formadas pela junção de tudo isso, da maneira como conduzimos estas experiências em nossas vidas.


Querer ser diferente, portanto, não indica uma atitude de egoísmo, nós somos diferentes e justamente por isso somos todos iguais (contradições à parte). E a qualquer um que questione o nosso jeito de ser, me remeto ao livro de Diego Fernandes (que ganhei de natal da minha mãe) que tem como título “Fala sério! É proibido ser diferente?” e indico por ser um de ótima leitura, principalmente para aqueles que estão em busca da sua identidade.
Enfim, mesmo que tenhamos sido um dia reprimidos, muitas vezes, por gostos musicais que diferiram do convencional, pela maneira peculiar de nos vestirmos, pela orientação sexual "incomum" ou por freqüentarmos grupos de amigos que não estão no topo da popularidade, foi justamente isso que te definiu como VOCÊ nessa época. A cada dia nós mudamos, não somos mais os mesmos, mas com certeza, não somos os outros. Eu continuo sendo EU só que mais aperfeiçoado. A vida nos aperfeiçoa constantemente ou, no caso de você abrir mão de quem você realmente é, lhe estraga constantemente. As escolhas são nossas, assim como as renúncias e é isso que nos definem como pessoa e que faz com que tracemos nossa trajetória neste curto espaço de tempo chamado VIDA.
Por isso, nunca sinta vergonha de um gosto peculiar que acha que só você tem. Nem faça coisas que não acha legal só para estar na onda do restante da galera. Cada um deve ter sua IDENTIDADE bem definida, mas é claro que isso não te dá o direito de tentar forçar os outros a serem iguais a você. Devemos respeitar as diferenças, pois elas são uma verdadeira riqueza para nós, indivíduos de uma mesma raça, a HUMANA.   
 
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Ânsia de não ter querer...


Dizer para alguém que drogas são ruins, não vai fazer ele abrir os olhos para os perigos que elas podem trazer, seja para com a sua própria saúde, seja para com sua vida social. A sensação causada durante o efeito da droga NÃO É RUIM, pelo contrário, é uma sensação boa. O que deve ser analisado é se essa sensação forjada vale à pena ser vivida sobre a possível gênese da dependência química.

Diante de olhares de reprovação, da solidão, de frustrações amorosas, enfim, são muitas as causas que fazem com que alguém acredite que pode se esconder atrás de uma seringa ou canudo, as pessoas deixam se levar pela COVARDIA! Essa é a palavra... Todos sabemos que enfrentar os problemas de frente não é, nunca foi e nunca será fácil, mas é muito possível, como tantos o fazem. Quase impossível é retornar a uma vida feliz, uma vez trilhado o caminho obscuro das drogas. Como diria Chorão, “quem tem coragem não se esconde, se aceita como é, o futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer”.
Sob o efeito alucinógeno, toda a essência, valor moral, sentimentos pelos parentes ou amigos deixam de existir, assim como a dignidade humana e autenticidade.  Diferente das respostas obtidas diante de um sermão moralista, quando alguém se droga não é só à ele (ela) que a droga prejudica ou estraga, mas a toda a família desse alguém.
Não existe coisa mais cômoda do que viver uma ilusão, portanto quaisquer mecanismos que levam o ser humano a viverem brutas ilusões são a primeira opção quando se está cansado da realidade. Opta-se, então, por sentir o que não é real, mas perfeito, por abter-se de si. 
Influência do grupo de amigos, curiosidade ou simplesmente tentar relaxar mascaram a fraqueza de quem, muitas vezes, cospe no espelho. E assim, a falta de amor por si próprio acaba por gerar a falta de amor pelo outro. 
Pior do que perder alguém que se ama, é vê-lo (a) se perdendo nesse caminho e, por fim, perdê-lo.


Post dedicado ao meu primo, Luan (in memorian).
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domingo, 7 de agosto de 2011


O essencial é invisível aos olhos...


Não gosto de não ser original, principalmente neste blog, mas essa mensagem vale à pena ser lembrada nos vários momentos que permeiam nossa curta, porém única existência! É uma adaptação da poesia Shakespeareana, chama-se "Um dia você aprende..."


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


São coisas que parecíamos já saber, mas insistimos em esquecer nos momentos decisivos! Bem, de qualquer forma estão aqui pra lembrar-nos.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011


A melhor RELIGIÃO

“Religião, futebol e política são coisas que não adianta discutir”. Não poderia discordar mais desta mentira deslavada. É interessante sim discutir essas questões (como diria aquele provérbio que até no programa do Chaves é citado: “Da discussão nasce a luz!”), pois elas ampliam não só nosso conhecimento acerca de cada um desses temas, mas ampliam também nosso conhecimento de mundo.  E tratando-se de Religião então...

Começando pela pergunta maliciosa do frei Leonardo Boff (um dos principais defensores da Teologia da Libertação) feita ao líder budista Dalai Lama: - ‘Santidade, qual é a melhor religião?’ Ao que lhe foi respondido sabiamente: - ‘A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.’

Mas afinal de contas, o que nos faz melhor? O que é capaz de nos tornar mais sensíveis, desapegados, humanitários, enfim, mais amorosos com os outros. Infelizmente, a maioria das pessoas procuram em suas religiões, seja ela o Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, etc., a SUA suposta "salvação", não atentam em tornarem-se pessoas melhores. Vivem suas vidinhas provendo o bom e o melhor pra SI, pra SUA família e ponto. É algo como: - Eu vou me salvar, você que se exploda... Esquecem que a conotação de “O PRÓXIMO” se estende para além das paredes da sua casa, do seu círculo de amigos e abrange toda a humanidade. O respeito deve prevalecer sobre as diferenças. Não consigo imaginar o conceito de Paz Interior apenas comigo mesmo, se quem está do meu lado não está em Paz. Aliás, questões grandiosas como esta vão além das fronteiras da religião, pois DEUS É AMOR!!!

RELIGIÃO deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Elas são um fenômeno inerente a cultura humana, uma vez que nunca houve registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano que não tenha professado algum tipo de crença religiosa.

Elas têm importância sim na sociedade, pois grande parte de todos os movimentos humanos significativos foram impulsionados por elas, várias guerras (geralmente as mais terríveis) tiveram legitimação religiosa. Além disso, diversas estruturas sociais foram definidas com base nelas e grande parte do conhecimento científico, "filosófico" e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos que, durante a maior parte da história da humanidade, estiveram vinculados ao poder político e social.

Não esquecendo que em todas elas existem pessoas que se doam verdadeiramente à proposta da caridade, mas também há HIPÓCRITAS (e muitos) que se utilizam das suas mensagens, doutrinas ou status que lhe foi conferido para alcançar interesses pessoais. Deve-se prezar sempre pelo EQUILÍBRIO e lembrar que elas foram feitas por homens, e por isso não são perfeitas (aliás possuem páginas vergonhosas em sua história). Mas é pelo lado maravilhoso delas que o fiél a ESCOLHE E ACOLHE como sua. As mensagens contidas nos livros sagrados (no caso das religiões que os possuem) devem ser adaptadas aos contextos sociais e não serem impostas. Acredito que a espiritualidade deve ser vivenciada no dia-a-dia do fiel, caso contrário, esta ficará estéril.  
Enfim, sejam elas monoteístas, politeístas, panteístas, whatever, ninguém possui o direito de desprezar, maltratar ou IMPÔR sua crença a outros de crenças diferentes. Se a religião tem o objetivo de nos religar à Deus, temos que estar empenhados em nos tornar melhores a cada dia.

“O nosso respeito para com os homens deve ser proporcional ao amor que temos à DEUS.”
 (Pe. Fábio de Melo)
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011


A Moda Quente que tá pegando…

Era uma vez um planeta chamado Terra, ele abrigava a humanidade que vivia feliz, retirando da natureza apenas o essencial para viver. Este lar era azul (segundo imagens da NASA). Os homens e os animais viviam na mais plena harmonia. Mas um dia, alguns homens, tomados pela ambição começaram a tirar mais do que precisavam da natureza (qualquer semelhança com aquele episódio de ursinhos carinhosos das maçãs é mera coincidência). Logo, equacionalmente falando,  

NATUREZA+AMBIÇÃO HUMANA = EFEITO ESTUFA
                          ↓
                               AQUECIMENTO GLOBAL (O VILÃO)
                                                                                                                                             
Este é mais novo conto de fadas que estamos cheios de ouvir, principalmente via mídia. E a frase mais ouvida? “Vamos lutar contra o Aquecimento Global!!!”. Bem, as coisas não são tão simples assim.
O aquecimento global não é ruim, pelo contrário, se não fosse por ele, nós não estaríamos aqui. Isto mesmo, SEM O AQUECIMENTO GLOBAL NÃO EXISTIRIA VIDA SOBRE A TERRA! É extremamente necessário que os raios solares já filtrados incidam sobre a Terra, sejam parte absorvidos e parte refletidos. É de suma importância que esta parte que tende a voltar para o espaço seja barrada pela (PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Camada de Ozônio) e volte pra nós! Porém, o problema é que a emissão de gases poluentes por nós (princ. CO2) é EXARCEBADA!! Intensificando o aquecimento que antes era o MOCINHO, e agora passa a ser o VILÃO.
Mas isso não é uma aula de ciências, então, vamos à frase a ser reformulada: Como lutar contra o Aquecimento Global intensificado? Muitos defendem q a melhor solução são os racionamentos através da conscientização da massa. Acredito que sem o desenvolvimento de novas tecnologias os resultados obtidos com a conscientização não darão conta. Mas a mídia prefere bater na tecla da sustentabilidade (como na historinha do começo) e no COMPRE, BEBA, USE, SEJA, VOTE, TENHA o que não danifica o meio ambiente. E aí é criada a MODA DA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.


Eles apelam para a antropogenicidade do aquecimento global com aquelas imagens de cortar o coração das geleiras se desfazendo, os ursos polares e outros animais morrendo e correndo risco de serem extintos, pelo desequilíbrio ecológico, da cadeia alimentar, etc. E tudo isso é verdade, mas cabe a nós investigarmos as reais proporções do problema e não associar à resolução do quadro à compra de uma vassoura ou biscoito (ecologicamente correto).   
  
Portanto, essa é uma moda que não se deve aderir. Mas é um problema sério que todos têm o dever de assumir.


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quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Eu vejo na TV o que eles falam sobre o JOVEM não é sério...

 “A juventude não é período de vida, mas estado de espírito, efeito de vontade, qualidade de imaginação e vitória da coragem sobre o medo de ser feliz”. (General Mac. Arthur em 1945)

Não é de hoje que a onda de rebeldia jovem escandaliza o mundo. Cada vez mais os jovens lutam por ideais que acreditam modificar o mundo, porém, muitas vezes, a rebeldia manifestada não tem causa. A Juventude contemporânea deve sim lutar por um mundo mais igualitário e justo, mas isso tem que se dar de forma organizada. Dificilmente “bater panela no meio da rua” surte um efeito positivo, quando adotado como primeira tentativa. Mas como, na maioria dos casos, a sociedade evocada faz vista grossa, pintar a cara e reivindicar seus direitos se faz necessário. Além do mais, os meios de comunicação estão aí pra isso, pra que as opiniões e pontos de vista sobre os problemas sociais e, até mesmo, mundiais sejam abordados de forma inteligente e coerente por essa classe tão contagiante e cheia de vida.

O jovem nunca tem chance de falar e, quando tem, não é levado a sério. 

A falta de experiência, por vezes, é o carma mais pesado que tem que carregar e por isso eles GRITAM, (às vezes, através da guitarra) eis aí a possível causa de serem incompreendidos na maioria das vezes!!!

Mas, seja individualmente, seja através de organizações juvenis ou representações estudantis, a energia da Juventude deve ser usada pra mobilizar, inovar, “causar” e ousar, pois sem essa ousadia, a mesmice tomaria conta do cotidiano e o mundo estacionaria. Mas a “REBELDIA” tem q ir além de aderir à onda dos “REBELDES”, e ir modificando primeiro a sua realidade, para depois poder mudar a realidade dos outros, para só então, fazer modificações num âmbito maior, quiçá mundial.
É... eram deles a quem se referia quando falavam sobre a geração coca-cola e sobre santos de calça jeans!

Lembra-te de Teu Criador nos dias de tua mocidade... (Eclesiastes 12:1) 

Por Lusiana Farias

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De repente um blog

A vontade de escrever algo e, mais do que isso, poder discutir e debater opiniões e fatos, do cotidiano ou existenciais, com meus amigos e/ou outros jovens nasceu há muito tempo. Desde o comecinho da minha caminhada numa pastoral com a qual me identifiquei (e como me identifiquei!), a PASTORAL DA JUVENTUDE. Porém, só após algum tempo, mais precisamente durante uma aula de uma disciplina da minha segunda graduação (Medicina Veterinária) chamada Pesquisa Aplicada à Med Vet é que essa vontade adormecida despertou, mediante tamanhas e brilhantes discussões feitas em sala. Então pensei: - "Por que não estender esses momentos de discussão tão empolgantes, instigantes e, como a própria tradução do inglês indica, 'vibrantes' com outros temas e com outras pessoas num espaço virtual"? Estava formada a idéia de
fazer acontecer um blog . Surgiu, então, o "My Vibe". 

Ah, a primeira graduação que não mencionei foi em Letras (Licenciatura em Inglês e Português). Vou, então, unir o útil ao agradável in Our Vibe. Resumidamente, foi assim que parí este blog, kkkkkkkkk. Espero que aproveitem, sintam-se em casa!!


Welcome to My Vibe!
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